Há aves discretas que passam despercebidas na paisagem. E depois há o flamingo-rosado (Phoenicopterus roseus). Pernas intermináveis, penas cor-de-rosa, pescoço elegante em forma de “S” e um andar que mistura pose de pasyserelle com “tenho mesmo de atravessar esta lagoa”. Difícil ignorá-lo.
O flamingo (Phoenicopterus roseus) é uma das aves selvagens mais emblemáticas que podemos observar em Portugal, sobretudo em zonas húmidas, estuários e salinas.
E apesar do seu aspeto quase tropical, esta espécie faz parte da nossa biodiversidade há já algumas décadas, tornando-se cada vez mais comum em várias zonas do país. Contudo, antes de 1980, era raro encontrá-lo.
Quem visita locais como o estuário do Tejo, o Sado ou a Ria Formosa pode ter a sorte de encontrar grupos inteiros destas aves, muitas vezes reunidas em autênticas “assembleias cor-de-rosa”. Em 2017, registou-se um número recorde de flamingos no estuário do Tejo, cerca de 12 mil.






