Entre leirão, rato-dos-pomares, rato-mascarilha e arganaz-do-jardim, o leque de designações para o Eliomys quercinus é variado.
Este pequeno roedor discreto, pertencente à família Gliridae, é o único representante da mesma em Portugal. Considerado um dos mamíferos mais carismáticos da fauna europeia, é facilmente reconhecido pela sua inconfundível “máscara” negra ao estilo do Zorro, que se estende dos olhos às orelhas, bem como pela sua longa cauda que, apresenta na extremidade, um característico “pincel” de pelos brancos.
O seu corpo mede geralmente entre 10 e 17 centímetros, aos quais se junta uma cauda com cerca de 8 a 14 centímetros. Apresenta uma pelagem cinzenta-acastanhada no dorso e branca na região ventral, uns grandes olhos negros e orelhas relativamente grandes, de extremidades arredondadas.
De hábitos predominantemente noturnos, o rato-dos-pomares passa grande parte do dia abrigado em cavidades de árvores, fendas entre rochas ou até em ninhos abandonados, tornando-se ativo ao cair da noite. Graças às suas garras e à apurada capacidade de equilíbrio, revela-se um excelente trepador e apresenta, geralmente, um comportamento solitário, exceto durante a época reprodutiva.





