Conheça o Habitat

Montado

Florestas Navigator: manter e melhorar valores naturais

As florestas sob gestão da The Navigator Company totalizam cerca de 105 mil hectares em Portugal (país no qual as áreas florestais ultrapassam os três milhões de hectares). Nestas florestas, foram já identificadas mais de 240 espécies de fauna e 800 espécies e subespécies de flora (final de 2021). Aqui, a gestão da biodiversidade é transversal às operações no terreno, para manter e melhorar os seus valores naturais.

  • O Tyto alba é uma rapina noturna, conhecida como coruja-das-torres por se abrigar e nidificar em torres de igrejas, moinhos e celeiros abandonados e até em chaminés de casas habitadas. Comum em Portugal, já foi avistada em várias florestas da Navigator: Malcata, Vale do Sado e Quinta de São Francisco, por exemplo. Mesmo quando não se mostra, a sua presença é denunciada pelas vocalizações e pelas “bolas” de ossos, penas ou pelos que regurgita no final da digestão.

  • Conhece este eficaz inseticida do mundo animal? Falamos da amigável osga-comum (Tarentola mauritanica), que ocorre por todo o país. Diferencia-se de outras espécies pelo seu aspeto dinossáurico, com escamas e espinhos que lembram uma armadura. As patas aderem às superfícies graças a forças intermoleculares (ou forças de Van der Waals).

  • A maior libélula em Portugal chama-se imperador-azul (Anax imperator) e pode ter cerca de 8,5 cm de comprimento e 10 cm de envergadura. Nos machos, sobressai a cor azul e daí vem o seu nome, mas nas fêmeas é o verde que predomina, como se vê nesta foto, tirada por João Ezequiel, na Quinta de São Francisco.

  • Chamam-lhe pintinhas, “alcunha” mais fácil do que Glaucopsyche melanops (nome científico). Distingue-se pelas nuances de azul e podemos vê-la a esvoaçar entre março e julho, por todo o país. Esta pintinhas em particular foi fotografada na propriedade de Ferreiras, em Penamacor, por Nuno Rico, responsável da conservação da biodiversidade na The Navigator Company.

  • O notibó-de-nuca-vermelha (Caprimulgus ruficollis) começa a chegar a Portugal em abril e fica por cá até outubro. Apesar de ser uma ave noturna e que consegue camuflar-se facilmente na natureza, já foi avistada em propriedades da Navigator, na Malcata, Tejo Internacional e Alentejo. A importância de conservar os habitats que sustentam os ciclos naturais destas e de muitas outras “viajantes” é sublinhada no segundo sábado de maio, Dia Mundial das Aves Migratórias.

  • A estrelinha-real (Regulus ignicapillus) é uma ave que habita na Quinta de São Francisco, perto de Aveiro, local onde foi “modelo” para o paciente fotógrafo de natureza Paulo Oliveira. A lista amarela na cabeça indica tratar-se de uma fêmea. Nos machos, o tom é laranja. Em ambos os casos, estas penas coloridas formam uma poupa retrátil que, quando destacada, lembra uma coroa.