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Florestas Navigator: manter e melhorar valores naturais

As florestas sob gestão da The Navigator Company totalizam cerca de 105 mil hectares em Portugal (país no qual as áreas florestais ultrapassam os três milhões de hectares). Nestas florestas, foram já identificadas mais de 240 espécies de fauna e 800 espécies e subespécies de flora (final de 2021). Aqui, a gestão da biodiversidade é transversal às operações no terreno, para manter e melhorar os seus valores naturais.

  • Anel de fada. É assim que chamam a este ser vivo único, formado por mais de 100 cogumelos da espécie Clitocybe nebularis, dispostos num imenso círculo com mais de 10 metros de diâmetro. O organismo teve origem no centro e, com o passar dos anos, foi aumentando a sua amplitude. Neste caso foram necessárias várias dezenas de anos (sem qualquer intervenção) para atingir esta dimensão. Pode ser visto, habitualmente, nos meses de novembro e dezembro, na Quinta de São Francisco (em Eixo, Aveiro).

  • Ao contrário da maioria das árvores em Portugal, o eucalipto-comum (Eucalyptus globulus) começa a florir no início do outono. As suas flores de cor branca-amarelada sucedem-se até à primavera (por vezes, até ao início verão) do ano seguinte. Estas flores são das maiores de entre as árvores do género Eucalyptus e o néctar que produzem ajuda a alimentar as abelhas nos meses em que a maior carência de alimento leva à redução da atividade da colmeia.

  • O Tyto alba é uma rapina noturna, conhecida como coruja-das-torres por se abrigar e nidificar em torres de igrejas, moinhos e celeiros abandonados e até em chaminés de casas habitadas. Comum em Portugal, já foi avistada em várias florestas da Navigator: Malcata, Vale do Sado e Quinta de São Francisco, por exemplo. Mesmo quando não se mostra, a sua presença é denunciada pelas vocalizações e pelas “bolas” de ossos, penas ou pelos que regurgita no final da digestão.

  • Conhece este eficaz inseticida do mundo animal? Falamos da amigável osga-comum (Tarentola mauritanica), que ocorre por todo o país. Diferencia-se de outras espécies pelo seu aspeto dinossáurico, com escamas e espinhos que lembram uma armadura. As patas aderem às superfícies graças a forças intermoleculares (ou forças de Van der Waals).

  • A maior libélula em Portugal chama-se imperador-azul (Anax imperator) e pode ter cerca de 8,5 cm de comprimento e 10 cm de envergadura. Nos machos, sobressai a cor azul e daí vem o seu nome, mas nas fêmeas é o verde que predomina, como se vê nesta foto, tirada por João Ezequiel, na Quinta de São Francisco.

  • Chamam-lhe pintinhas, “alcunha” mais fácil do que Glaucopsyche melanops (nome científico). Distingue-se pelas nuances de azul e podemos vê-la a esvoaçar entre março e julho, por todo o país. Esta pintinhas em particular foi fotografada na propriedade de Ferreiras, em Penamacor, por Nuno Rico, responsável da conservação da biodiversidade na The Navigator Company.