Pertencente à família das Iridaceae, é uma planta perene de origem mediterrânica. É uma espécie bolbosa, o que significa que sobrevive através de um bolbo subterrâneo, de fácil propagação, que lhe permite florescer todos os anos na época adequada. Os maios são recorrentemente descritos como vivazes, com tamanhos a variar entre os 25 centímetros e os 90 centímetros de altura. Já as suas folhas são longas e esverdeadas e nascem de um caule evidente. Podem medir de 30 centímetros a um metro e até oito milímetros de largura. Surgem a partir de outubro.
Cada caule pode dar uma ou duas flores, por vezes três. A flor pode atingir os dez centímetros de diâmetro e é composta por seis estruturas coloridas: três internas, as pétalas, arroxeadas, e três externas, as tépalas, pintadas de amarelo, de formato alongado que alarga perto da extremidade (ou oblanceoladas).
A floração dos maios ocorre tipicamente entre abril e junho. Este período coincide com a transição para o verão, quando a luz se intensifica e os ecossistemas mediterrânicos entram numa fase de maior atividade biológica.
A Iris xiphium destaca-se pela intensidade cromática das suas pétalas azul-violeta, frequentemente comparadas a aguarelas naturais. O centro amarelo da flor cria um contraste marcante que facilita a atração de polinizadores e reforça a sua função ecológica. É uma espécie bem adaptada a climas secos e solos bem drenados, o que explica a sua presença em ambientes mediterrânicos.
E se, como bem vemos, não passa despercebida pela cor, muito menos o fará pela abundância: existe de norte a sul do nosso país, estendendo-se por países europeus como Itália, Espanha, França e até zonas mais abaixo do Mediterrâneo, no norte de África, como Argélia, Tunísia e Marrocos. Em Portugal, ocorre sobretudo em zonas de bosques, matagais e terrenos de clima ameno, com maior expressão na região centro e litoral.