Escondidas sob as ondas, as “florestas” marinhas são ecossistemas vitais para a vida nos oceanos e para o equilíbrio do clima do planeta. Compostas principalmente por algas gigantes como os kelp, estas “florestas” subaquáticas são tão importantes quanto as suas congéneres em terra firme. Venha conhecê-las.
Ao longo da costa portuguesa, balançam sumptuosamente a larga distância de banhistas desprevenidos, as “florestas” do oceano. Nada mais, nada menos que uma amálgama do afamado kelp, palavra inglesa que significa grandes algas castanhas pertencentes à ordem Laminariales – ordem com a maior presença na Europa – que conta com uma ilustre lista de nomes como laminárias, sargaço, limo-correia ou golfe. Com cerca de trinta géneros conhecidos e sete espécies espalhadas como uma selva marinha por todo o Portugal: a Laminaria hyperborea, Laminaria ochroleuca, Saccorhiza polyschides, Saccharina latissima, Phyllariopsis brevipes, Phyllariopsis purpurascens e uma alga japonesa invasora conhecida como Undaria pinnatifida.
O kelp forma-se em zonas costeiras de água fria, com temperaturas abaixo dos 20 graus, onde não só é possível agregar uma vasta riqueza de nutrientes como receber banhos de sol com elevada consistência. Esta junção de frio e calor é extremamente propícia à criação de vida e ajuda ao florescimento destas algas.
Mas apesar dos fios de luz caídos sobre a água, estas florestas parecem saídas de um filme de terror aquático. Contudo, esta noção não podia estar mais distante da realidade e o confronto mais assombroso dá-se com uma divertida e intrigada foca. Mais importante ainda, estes locais são extremamente versáteis e pacíficos, verdadeiros “bosques” que protegem, fornecem alimentos e servem de base para os diversos habitantes marinhos reproduzirem-se com privacidade.