O mundo inteiro está pintado de mosaicos microscópicos tão distintos como semelhantes. Com efeito, podemos observar este fenómeno nos escombros de uma caverna selvagem, numa tartaruga em travessia atlântica ou até mesmo numa corajosa e resistente plantinha que se permitiu florescer numa racha junto à calçada, com vista premium para a azáfama das rotinas urbanas.
Existe, efetivamente, uma representação estética visual e microscópica que os animais (grupo que integramos) desenvolveram no seu interior e exterior: uma espécie de movimento geométrico universal, presente na génese das nossas células que confere desenvoltura aos corpos, manifestando utilidade, flexibilidade, rigidez e movimento. Esta universalidade deriva do facto de existirem limites físicos, químicos e matemáticos partilhados que ditam a forma mais eficiente para que os seres vivos sobrevivam na Terra e neste universo. Regras iguais e uma origem comum (todas as formas de vida são aparentadas) justificam o tal padrão geométrico universal. Assim, estes padrões geométricos variam e servem para ajudar cada ser a maximizar recursos, conservar energia e potenciar a adaptabilidade ao ambiente em que se insere.
A natureza desenhou, e continua a desenhar, maravilhosos padrões que ajudam todo o reino natural a evoluir de forma prática e funcional desde o início expansivo da vida na Terra. Como bónus, o ser humano, ávido de interpretações fantásticas e padrões mirabolantes, aproveita para se maravilhar enquanto tenta desvendar sempre mais qualquer mistério.
Observemos a imagem acima. Poucos serão capazes de adivinhar o que é. Palpites? É a visão microscópica de cristais ascórbicos, nada mais, nada menos do que a benéfica vitamina C.








