Todos os anos, neste dia, as renas são celebradas como autênticas heroínas, na difícil tarefa de ajudar o Pai Natal a distribuir presentes. Na noite mais mágica do ano, elas fazem parte do nosso imaginário e há quem garanta ter avistado Rudolfo – a rena de nariz vermelho – a sobrevoar a sua casa.
Mas lendas à parte, a verdade é que as renas poderão vir a ser reconhecidas pelos seus atos heroicos – em nada relacionados com o Natal. Está a ser estudado o papel determinante que estes animais herbívoros podem ter na preservação dos ecossistemas da Lapónia, casa oficial do Pai Natal e as suas ajudantes. E esse pode ser o melhor presente que alguma vez iremos receber das renas.
Situada no Círculo Polar Ártico, a Lapónia abrange parte da Noruega, Suécia, Finlândia e Rússia, e é reconhecida mundialmente pelas suas tundras, de vegetação rasteira; florestas boreais, com majestosos pinheiros; montanhas cobertas de neve e rios cristalinos. Mas a sua paisagem estrondosa e respetiva biodiversidade encontra-se ameaçada pelo aquecimento global, quatro vezes mais acelerado no Ártico do que no resto do mundo, devido a um efeito específico da região designado de “amplificação ártica”, segundo os cientistas.




