Em Portugal, a integração da biodiversidade endémica nas florestas plantadas tem ganho expressão através de projetos de gestão responsável e restauro ecológico. A The Navigator Company é um exemplo de referência neste caminho, demonstrando que é possível unir produtividade, conservação e ciência aplicada.
A empresa subscreveu o act4nature Portugal, iniciativa do Business Council for Sustainable Development (BCSD), assumindo compromissos concretos na proteção e promoção da biodiversidade.
Nos seus territórios florestais, a Navigator identifica e monitoriza centenas de espécies de flora e fauna, incluindo endémicas e protegidas, e ajusta as operações às épocas de nidificação e regeneração natural.
Os Viveiros Aliança, com capacidade anual de cerca de 12 milhões de plantas, produzem não só eucaliptos mas também árvores e arbustos autóctones, destinados a ações de reflorestação e restauro ecológico, tanto em propriedades próprias como de parceiros.
Entre os projetos emblemáticos, destaca-se o Zambujo reCover, em Idanha-a-Nova, junto ao Parque Natural do Tejo Internacional, que envolve a recuperação de 110 hectares através da plantação de espécies autóctones adaptadas ao solo e ao clima locais.
Na Serra da Malcata, a Navigator promove o restauro de 205 hectares, reduzindo a densidade de resinosas e favorecendo a regeneração natural de espécies nativas, sob parecer do ICNF e em áreas da Rede Natura 2000.
A biodiversidade endémica é um ativo estratégico da floresta portuguesa. Ao integrar espécies locais nas plantações, reforça-se a resistência a pragas, incêndios e alterações climáticas, melhora-se a regeneração natural e conciliam-se valores económicos e ecológicos.
Projetos como os da The Navigator Company demonstram que a sustentabilidade florestal é possível quando a produção e a biodiversidade caminham lado a lado, transformando as florestas plantadas em ecossistemas vivos, resilientes e duradouros.