Celebrar a importância do dia mundial das zonas húmidas é antes de mais, uma chamada de atenção para um problema pendente que necessita de impulso imediato para a ação. É urgente que estejamos cada vez mais cientes das consequências reais e negativas feitas pela mão do homem na natureza. As zonas húmidas são em si uma chave essencial para combater as alterações climáticas.
Este dia tem origem na convenção das zonas húmidas datada a 2 de fevereiro de 1971 na cidade iraniana de Ramsar. Desde então, tornou-se uma efeméride em prol da proteção internacional destas zonas que gera sobretudo debate para as dificuldades em sobrevivermos na crescente debilitação destes espaços naturais.
No entanto, se mapearmos um percurso temporal desde 1970, observamos um aumento de deterioração em 35% destes espaços.
Estas zonas – constituídas maioritariamente por lagoas ou zonas costeiras – são locais importantes para a biodiversidade. Sem elas, os habitats e existência de diversos animais desintegram-se e extinguem-se à velocidade assustadora com que ficam sem meios de sobrevivência.
Estes espaços são verdadeiros “resorts” naturais para uma série de espécies que relaxam e habitam numa rotina de acasalamento e crescimento. A aquosidade do espaço e inerente humidade potencia uma enorme qualidade de vida para animais endémicos e uma variedade de plantas.