Existe uma ‘cimeira’ que acontece todos os dias, em todos os países do mundo, a qualquer hora, mesmo debaixo dos nossos pés. No mês em que se celebra o Dia Mundial da Terra (22 abril) este foi o herói que escolhemos homenagear, o colêmbolo.
Não tem agenda nem porta-vozes, mas os seus participantes trabalham ininterruptamente há milhões de anos para manter o planeta habitável. Enquanto os líderes mundiais debatem como salvar o solo que pisam, são os minúsculos colêmbolos que efetivamente o fazem.
Todas as ‘revoluções’ têm os seus ativistas. Os desta cabem numa cabeça de alfinete, mas sobreviveram a quatro extinções em massa. Não foi por acaso que, em abril de 2020, a bióloga australiana Penelope Greenslade batizou uma nova espécie antártica como Friesea gretae, em homenagem a Greta Thunberg.
Um herói ambiental de dois milímetros, símbolo de uma luta que perdura há 410 milhões de anos. Os colêmbolos, ou Collembola, são hexápodes primitivos, aparentados com os insetos, cuja história começa no período Devónico. Sobreviveram a quatro extinções em massa. Habitam todos os solos do planeta, dos trópicos às regiões polares, em densidades que podem atingir 15 mil indivíduos por metro quadrado. São provavelmente os hexápodes mais numerosos da Terra. E quase ninguém sabe que existem.




