Desde que o ser humano se tornou sedentário que sente a necessidade de melhorar o espaço a que chama casa. Não se conhece a data em que o primeiro homem olhou à sua volta, para a Natureza, com o objetivo de criar uma possível peça para a criação de uma ferramenta de limpeza. E a Natureza, claro, ofereceu uma solução que o ajudasse nesta nova missão: a da limpeza. Existem várias espécies que mantêm, ainda hoje, o cunho dessa utilidade nos seus nomes científicos e comuns. É o caso da urze-das-vassouras (Erica scoparia subsp. scoparia), que vamos agora descobrir.
A vassoura é uma das mais antigas invenções humanas. A mais antiga versão conhecida chega-nos da antiga Mesopotâmia, de 4000 a.C. Já nessa altura se tinha chegado à conclusão de que, para fazer uma boa vassoura natural, são necessários ramos longos e flexíveis, resistentes e duradouros. O design manteve-se consistente até aos dias de hoje, com a utilização de vários materiais naturais, como galhos atados, aos quais só mais tarde se adicionou um prático cabo. É o caso da urze-das-vassouras, um arbusto que também responde pelos nomes de moita-alvarinha, urze-durázia ou apenas vassoura.
Além de o seu nome comum dizer muito, também o nome científico deste arbusto, que cresce até aos dois metros e meio de altura, aponta para o mesmo uso: a palavra scopae, da qual deriva scoparius, significa vassoura ou escova, em latim. Contrariamente a outras urzes, de porte pequeno, estes arbustos são frondosos, com os ramos apontando para cima.
Ao olho destreinado, não é fácil reconhecer uma urze-das-vassouras à primeira vista. As folhas são em tudo semelhantes às de outras espécies de urze, lineares e dispostas em verticilos (ou seja, à mesma altura) de até quatro folhas, muito verdes e brilhantes, perenes e estreitas. Medem entre quatro e seis milímetros de comprimento. Pelos ramos começamos a verificar diferenças: nesta espécie, as hastes são glabras – desprovidas de pelo –, os troncos são castanho-claros, até acinzentados.





