Ele cresceu entregue à sua sorte e é um sobrevivente; ela foi cultivada para alcançar todo o seu potencial. A provação de um é o privilégio do outro, mas ambos cumprem a sua função dentro da mesma família.
Podíamos estar a falar de dois familiares distantes, de apelido Oliveira, que nunca se conheceram. Esta analogia descreve bem as duas variantes da Olea europaea: o zambujeiro (Olea europaea var. sylvestris) e a oliveira (Olea europaea var. europaea).
A oliveira, símbolo de paz, sabedoria e longevidade, com o seu azeite – património cultural e motor da economia mediterrânica –, colhe todos os louros no nosso imaginário.
Já o zambujeiro, ou oliveira-brava, permanece quase anónimo, apesar de partilhar a raiz do nome com uma das mais populares estâncias balneares da Costa Vicentina (sim, a Zambujeira do Mar assim se chama devido à predominância de zambujeiros na zona).






