A salamandra-de-pintas-amarelas (Salamandra salamandra) tem tanto de fotogénica como de tímida, saindo do seu abrigo apenas após anoitecer e durante a noite. As suas manchas amarelas, únicas e irrepetíveis, ajudam a identificá-la no seu habitat preferido: zonas montanhosas ou húmidas, como bosques com charcos e ribeiros.
De pele lisa, preta e lustrosa, marcada por manchas amarelas, por vezes com algumas pintas alaranjadas ou avermelhadas, de várias formas e tamanhos, tão únicas como as nossas impressões digitais, a salamandra-de-pintas-amarelas é uma obra de arte da natureza.
Todas estas pintas são bonitas, mas tóxicas, sobretudo para os animais que tentarem trincá-la ou comê-la, provocando vómitos violentos. Se a tocar, é imperativo que lave bem as mãos para evitar que a substância tóxica libertada entre em contacto com a boca e os olhos.
Esguia, uma salamandra-de-pintas-amarelas pode medir entre 15 e 20 centímetros. Da sua estrutura física destacam-se algumas características como a cabeça grande e achatada, com glândulas parótidas posicionadas atrás dos olhos negros e protuberantes. Metade do seu comprimento é constituído por cabeça e tronco, e a outra metade pela cauda cilíndrica. Os membros são curtos e fortes, com quatro dedos nas patas da frente e cinco nas patas de trás.
Como anfíbio terrestre que é, aprecia ambientes de montanha sem vento, com sombra, humidade e pluviosidade ao longo de todo o ano, e temperaturas entre os 4 ºC e os 14 ºC. Zonas húmidas, florestas temperadas, pinhais, eucaliptais, campos agrícolas e bosques com ribeiros e charcos são habitats perfeitos para a espécie, que aprecia proteger-se debaixo de troncos e pedras. Em zonas urbanas, pode ainda chamar casa a quintais e hortas. É aí que encontra a sua principal fonte de alimentação, composta sobretudo por invertebrados terrestres. Entre os principais predadores estão as cobras-de-água, as víboras e algumas espécies de ave.





