Resistente à seca, ao vento e a solos pobres, o zimbro-bravo (Juniperus oxycedrus) é uma das espécies que melhor traduz a resiliência dos ecossistemas mediterrânicos. Esta conífera guarda em si uma história de adaptação, equilíbrio ecológico e ligação profunda ao território. Venha conhecê-la.
Entre matagais abertos, clareiras florestais e solos pobres, instala-se o zimbro-bravo (Juniperus oxycedrus), arbusto robusto e quase desconhecido que sobe encostas rochosas do alto Tejo ao nordeste de Trás-os-Montes. A sua capacidade de sobreviver em condições adversas, onde a água escasseia e a exposição solar é intensa, faz dele uma espécie estruturante em paisagens mediterrânicas frágeis ou em recuperação, surgindo muitas vezes como um dos primeiros sinais de regeneração natural.
Também conhecido como zimbro-galego, cedro-de-Espanha, zimbro-espinhoso ou oxícedro, é uma pequena árvore vistosa e de aroma agradável, mas quase desconhecida. Embora considerada pouco preocupante a nível global, a espécie já sente a regressão da sua população, essencialmente, devido ao fecho do mosaico rural, à falta de clareiras e à escassa regeneração natural.







