Digna de menção é, também, a sua tão curiosa quanto popular designação regional – “João Branco”. Um nome que, em algumas regiões, se tornou quase tão reconhecível como a própria ave.
Tem-se até conjeturado, jocosamente, uma eventual ligação familiar a Walter White, a célebre personagem da série “Breaking Bad”. Contudo, Vince Gilligan, o criador da série, nunca se pronunciou sobre o assunto, mantendo propositadamente o mistério por desvendar.
Tal como a alcunha sugere, uma das características mais marcantes da águia-cobreira é a tonalidade clara da sua plumagem. O peito e a face inferior das suas asas são geralmente muito claros, muitas vezes adornados com manchas castanhas. Esta coloração contrasta com a do seu dorso castanho e, na maioria dos adultos, com a cabeça mais escura.
A plumagem desta espécie apresenta, contudo, uma grande variabilidade. Enquanto alguns indivíduos são quase totalmente brancos nas partes inferiores, outros têm a cabeça mais escura e as asas mais densamente sarapintadas. Já os juvenis tendem, por sua vez, a apresentar a cabeça mais clara.
A águia-cobreira é uma ave de rapina de aparência robusta e algo desengonçada, com asas longas e largas, cauda e pescoço relativamente curtos e uma cabeça grande e conspícua. Os olhos, de tonalidade âmbar ou amarela, constituem outra característica distintiva da espécie. Quando está pousada, a sua face assemelha-se à de uma coruja e as patas parecem depiladas, visto não apresentarem penas.
Ressalva-se, ainda, que as fêmeas são, geralmente, maiores do que os machos.
Em voo, a águia-cobreira passa frequentemente longos períodos a planar em círculos, com as asas estendidas e relativamente planas. A ave é também conhecida pela capacidade de permanecer praticamente imóvel no ar, peneirando contra o vento enquanto procura almoço em terrenos abertos.