Presa ou predador? Não, não estamos a fazer referência a um reality show de sobrevivência nos confins do mundo, a uma música dos anos 80 e muito menos a uma entrevista a um animal selvagem. Conhecemos bem os olhares das personagens animais que povoaram a nossa infância e que assinalaram, desde logo, a perigosidade de uma espécie. Hoje, mais do que o ensinamento de uma fábula, é a biologia que nos explica se uma espécie nasceu para ser caçadora ou caça.
Quando observadas pelo ser humano, as pupilas de um animal podem projetar de imediato um cenário de perigo, desafio ou até misticismo. Uma junção de instinto de sobrevivência e herança evolutiva fez com que os nossos antepassados estivessem permanentemente em alerta, de olhos à espreita, prontos a reagir a qualquer movimento ou barulho ameaçador. Hoje, através da observação das pupilas, conseguimos saber muito sobre os animais: desde o seu modo de sobrevivência até ao nível de ameaça.
Num artigo anterior, falámos já em detalhe sobre a importância da visão como sentido-chave para garantir a sobrevivência das espécies no reino animal. Deixamo-lo aqui, à vista de todos, como introdução a este tema e para melhor compreender como ocorreu a evolução da visão.









